A vitória do Flamengo contra o Chelsea pela Copa do Mundo de Clubes da FIFA levou torcedores do Rubro-Negro à loucura em bares do Rio de Janeiro. Os flamenguistas transformaram as ruas em estádio e vibraram com o placar de 3 a 1.
Com o gol de Pedro Neto, do time inglês, aos 13 minutos do primeiro tempo, os flamenguistas ficaram tensos, mas não desistiram. A expectativa para o segundo tempo só aumentou.
Aos 17 minutos do segundo tempo, veio o primeiro gol, de Bruno Henrique. Três minutos depois, Danilo colocou a bola no fundo da rede. Por fim, Wallace fechou o placar de 3 a 1, aos 39 minutos da etapa final. Ainda no segundo tempo, o jogador do Chelsea Nicolas Jackson foi expulso.
Daí pra frente foi festa, e as ruas de Botafogo, na Zona Sul do Rio, viraram um estádio. Teve música, choro, abraço, gritaria e até “parabéns” pro Pedro, o camisa 9 do Flamengo, que celebrou o aniversário com a vitória do rubro-negro.
O pequeno Gustavo Daniel Seara dos Santos, de apenas 5 anos, continua lutando pela vida no Hospital da Restauração, no bairro do Derby, área central do Recife. Ele foi baleado na noite da última quarta-feira (18) enquanto estava no colo do pai, em frente à residência da família, localizada na Bomba do Hemetério, Zona Norte da capital.
Segundo informações repassadas pela unidade de saúde, Gustavo segue sedado e recebendo cuidados intensivos. Apesar da gravidade da situação, os familiares afirmam que houve uma leve resposta positiva no quadro clínico, o que tem dado esperança à família em meio ao sofrimento.
O São João do Recife 2025 é também o São João plural. A Prefeitura do Recife, Secretaria de Direitos Humanos e Juventude (SDHJ), disponibiliza a Central de Direitos Humanos e Acessibilidade no polo Sítio Trindade, em Casa Amarela. O objetivo é oferecer atendimento e orientação em casos de violação de direitos humanos tais como racismo, LGBTfobia, etarismo e capacitismo. Além disso, a pasta conta com equipes itinerantes que estão atuando na cidade, de forma descentralizada, divulgando as ações em prol dos direitos humanos. As pessoas com deficiência também contam com áreas acessíveis durante os festejos. São 80 servidores da secretaria atuando no período junino.
A Central de Direitos Humanos e Acessibilidade está funcionando em todos os dias de arrasta-pé, no mesmo horário de funcionamento do Sítio, com equipe multidisciplinar formada por agentes de direitos humanos, psicólogos, advogados e assistentes sociais. A Central oferece também intérpretes de libras e audiodescritores para garantir acessibilidade comunicacional às pessoas com deficiência. Além disso, disponibiliza abafadores de ruídos para pessoas atípicas.
“O São João é tempo de alegria, mas também de cuidado e respeito. Nossa Central de Direitos Humanos está aqui para acolher, proteger e garantir que todo mundo viva essa festa com segurança, dignidade e inclusão. Esse é o São João de Direitos”, afirmou o secretário de Direitos Humanos e Juventude do Recife, Marco Aurélio Filho.
ÁREA ACESSÍVEL – Junto com a Fundação de Cultura Cidade do Recife, a SDHJ também está assegurando uma área acessível, em frente ao palco principal no Polo Sítio Trindade, para atender as pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, com capacidade para até 25 pessoas por vez. A proposta é para garantir que esses cidadãos possam aproveitar o evento com segurança e tranquilidade. O Pavilhão das Quadrilhas, no Sítio Trindade, tem outra área acessível com mais 50 vagas. Não é preciso inscrição prévia para ocupar esses espaços, basta procurar a Central de Direitos Humanos e Acessibilidade.
Ainda no âmbito da acessibilidade, os fãs dos festejos juninos já estão usufruindo do trabalho de intérpretes de LIBRAS tanto no Pavilhão das Quadrilhas quanto no palco principal desde o primeiro dia das apresentações. E a partir desta sexta-feira (20) até o dia 29 de junho, o serviço de audiodescrição também estará disponível no palco principal.
CAMPANHAS EDUCATIVAS – Durante todo o ciclo junino, as equipes itinerantes de Direitos Humanos estão atuando na cidade, divulgando o São João de Direitos, formado por três campanhas fundamentais da pasta. A campanha “Respeito, Proteção e Afeto” realiza a identificação das crianças através da colocação de pulseira com informações sobre o nome e o número de telefone dos responsáveis, facilitando a localização em caso de perda. A ação também estimula os responsáveis a adotar essa prática sempre que forem para locais de grande circulação de pessoas.
Já a “Recife Sem Racismo” divulga, com o apoio de tablets, a plataforma de mesmo nome que pode ser acessada pelo aplicativo ou site Conecta Recife, ou através do https://semracismo.recife.pe.gov.br/denrs/. Trata-se de um canal seguro e acessível para que vítimas ou testemunhas de atos racistas possam registrar ocorrências, garantindo que os casos sejam devidamente apurados. A ideia é contribuir com a promoção da igualdade racial na cidade e conscientizar a população sobre o preconceito racial.
Por fim, a “Recife Sem Preconceito e Discriminação” esclarecerá as dúvidas do público sobre a Plataforma Recife Sem Preconceito, disponível no aplicativo ou site do Conecta Recife, além do endereço recifesempreconceito.recife.pe.gov.br. O canal recebe registros de casos com base nas leis municipais que proíbem manifestações preconceituosas ou discriminatórias em razão da orientação sexual ou identidade de gênero. As ações das três campanhas também estão sendo realizadas na Central de Direitos Humanos e Acessibilidade no Sítio Trindade e num espaço na Vila Junina na Boulevard Rio Branco, bairro do Recife.
Nos dias 17 e 18 de junho de 2025, as delegações dos Órgãos de Normalização dos países do BRICS se reuniram para discutir a cooperação e abordar desafios comuns relacionados à normalização e áreas correlatas. Sob as diretrizes da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), os delegados compartilharam políticas para a padronização da contagem de carbono, práticas da ESG (Environmental, Social and Governance), tecnologias de hidrogênio e sistemas para prevenir e combater a violência contra mulheres em organizações.
Na abertura do encontro, Mario Esper, presidente da ABNT, reforçou a importância da cooperação para a padronização das normas diante de contexto global de incerteza econômica e instabilidade nas cadeias produtivas. “A normatização ganha um papel ainda mais estratégico, servindo como ferramenta de integração comercial, inovação e proteção aos consumidores, em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU”, afirma Esper.
Maria Cristina Rayol, chefe da divisão de Acesso a Mercados do Itamaraty, apontou que os desafios atuais relacionados à geopolítica, ao desenvolvimento sustentável e às novas tecnologias exigem esforços direcionados para atender aos padrões exigidos, tanto na facilitação do comércio, quanto nas barreiras comerciais.
“Se não convergirmos nos padrões, nossos produtos não entrarão no mercado uns dos outros. Se os desafios são os mesmos, alguns princípios básicos permanecem, e o fato mais básico é que os países precisam uns dos outros para seu desenvolvimento. Não atingiremos nosso potencial máximo se não trabalharmos uns com os outros”, conclui Rayol.
Para Mehdi Ghasemi, representante do Irã, “a simplificação dos procedimentos e a promoção do reconhecimento mútuo dentro da estrutura do BRICS reduzirão significativamente as barreiras comerciais e aumentarão a integração econômica”. As discussões ricas e técnicas sobre os diferentes assuntos demonstraram a crescente maturidade da colaboração do grupo do BRICS, conclui o diplomata. Chen Shuiyan, representante chinesa, reitera que esse debate é fundamental para “os países do BRICS cooperarem na padronização para facilitar o comércio e para impulsionar o desenvolvimento tecnológico”.
Contabilização de Carbono
A falta de padronização nas metodologias de contabilidade de carbono entre setores, países e regiões eleva os custos de medição e de relatórios, comprometendo a transparência e a eficiência das cadeias de suprimentos globais. Esse tema é estratégico para o Brasil, que o incluiu em sua agenda internacional — do G20 e BRICS à COP30 —, uma vez que governos e empresas estão adotando cada vez mais essas métricas para definir políticas, impostos e subsídios; no entanto, como destaca Rayol, os padrões atuais de mensuração de carbono ainda são limitados, pois consideram apenas uma parte do processo produtivo, ignorando impactos indiretos e sistêmicos.
“O Brasil tem uma matriz energética limpíssima, reserva florestal ampla e diversificado. O Brasil não é um país que emite carbono. Na contabilidade geral, o Brasil é um país que retira carbono da atmosfera. Então, eu acho que a grande luta de todo o governo brasileiro, trabalhando em cooperação com o setor privado, é que a contabilidade de carbono seja feita e o processo produtivo seja computado de uma maneira mais ampla, para ficarem claras as vantagens de países como o Brasil”, afirma Rayol.
Os debates produzidos pelos países do BRICS produzem saberes com perspectivas diferentes que enriquecem as políticas públicas nacionais, ressalta Lizo Makele, chefe executivo do Escritório de Padrões da África do Sul. “Vir aqui e nos reunirmos, vermos outras pessoas e ouvirmos o que elas estão dizendo tem sido um grande benefício para nós. Estamos em condições de voltar e aprimorar os esforços em que estamos trabalhando”, explica Makele.
Hidrogênio de baixas emissões: norma apoia certificação e fortalece mercado internacional
Em uma das apresentações, Gabriel Lassery, da Associação Brasileira de Hidrogênio — ABH2, falou sobre os desafios e oportunidades da certificação da cadeia de suprimento do hidrogênio de baixas emissões, um vetor estratégico na transição energética global.
Lassery apresentou a ISO TS 19870, norma técnica internacional que estabelece uma metodologia robusta para quantificar as emissões de gases de efeito estufa ao longo de toda a cadeia de produção, acondicionamento, transporte e uso do hidrogênio.
Ele destacou que, embora o hidrogênio seja apontado como uma das soluções para a descarbonização da economia, menos de 1% do hidrogênio produzido no mundo atualmente é considerado de baixas emissões. A norma busca oferecer critérios claros, internacionalmente reconhecidos, que possam garantir rastreabilidade, credibilidade e confiabilidade tanto no mercado interno quanto no comércio internacional desse combustível.
O Brasil possui um enorme potencial de produção de hidrogênio a partir de fontes renováveis, como energia solar, eólica, hidrelétrica e biomassa. O setor conta com um marco legal estabelecido pelas Leis nº 14.948 e nº 14.990, de 2024, que instituem a Política Nacional de Hidrogênio de Baixas Emissões, além do Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2), estruturado para fomentar essa cadeia produtiva no país.
Compromisso com a sustentabilidade e a inclusão
As discussões realizadas nesses dois na sede do Serviço Federal de Processamento de Dados — Serpro, em Brasília, reafirmam o compromisso dos organismos de normalização dos países BRICS em desenvolver soluções técnicas que promovem uma economia mais sustentável, justa e inclusiva. A construção de normas como as que foram apresentadas contribui diretamente para enfrentar desafios globais e fortalece o papel da normalização como ferramenta essencial para o desenvolvimento econômico, a sustentabilidade e a promoção dos direitos humanos.
A semana mal começou e o governo já coleciona derrotas em série no Legislativo. Depois de tomar um baile na Câmara na votação pela urgência da MP que aumenta o IOF, na terça-feira o Congresso derrubou os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma lei que trata de investimentos em energia eólica em alto-mar. Lula vetou vários jabutis que estavam incorporados ao projeto de lei. Com a derrubada dos vetos, o governo vai ter que lidar com a insatisfação popular por ver um aumento na conta de luz. A estimativa é de que os brasileiros terão que pagar quase R$ 200 bilhões a mais na conta de luz nos próximos 25 anos.
Os parlamentares ainda derrubaram mais de uma dezena de vetos de Lula. Entre eles estão o item que negava a indenização para crianças com microcefalia que haviam sido vítimas do Zika vírus, e aquele que barrava a taxa de avaliação e registro para agrotóxicos. O Congresso ainda decidiu adiar a análise de outros 30 vetos, entre eles, dispositivos sobre a lei de diretrizes orçamentárias de 2025. (Estadão)
Mais cedo, o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), instalou uma CPMI para investigar o esquema de fraudes no INSS. Alcolumbre leu o requerimento que cria a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito na noite de terça-feira, e agora os líderes partidários precisam indicar os parlamentares que vão compor a comissão. O governo tentará agora comandar os principais cargos da CPMI, como a relatoria e a presidência. (CNN Brasil)
Enquanto o governo acumulava derrotas, Lula posava feliz para fotos com os líderes do G7 no Canadá. Ele foi convidado para participar da reunião de cúpula, como tem acontecido nos últimos anos. O presidente brasileiro decidiu voltar ao Brasil no fim da tarde, cancelando a reunião bilateral com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. (Metrópoles)
Vera Magalhães: “Lula não tem sequer uma boa notícia para comemorar no primeiro semestre de 2025. Só liberar as emendas, agora, parece pouco diante de um quadro em que deputados e senadores parecem não acreditar mais nas chances de reação do presidente e de seu combalido exército.” (Globo)
Na última sexta-feira (13), a Primeira Câmara do TCE emitiu um alerta formal à Secretaria de Educação sobre a contratação, sem licitação, da Andelivros para a execução do projeto e o repasse do chamado “Bônus Livro” – benefício financeiro concedido a professores da rede estadual para aquisição de obras literárias durante o evento.
A contratação foi realizada por meio de inexigibilidade de licitação, modalidade prevista em lei que permite a contratação direta em casos de inviabilidade de competição, como nos casos de fornecedor exclusivo.
A medida foi tomada após análise de um pedido de medida cautelar apresentado pelo deputado estadual Waldemar Borges (PSB), presidente da Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje (17/6) a Operação Velatus, com a finalidade de apurar a prática de desvios de recursos públicos no bojo de contratos celebrados entre prefeituras do estado e uma organização da sociedade civil e empresas privadas para o fornecimento de mão de obra terceirizada.
As investigações, que tiveram início em 2021, a partir de irregularidades apuradas pela Controladoria Geral da União – CGU durante a execução do Programa de Fiscalização de Entes Federativos no Estado de Pernambuco, revelaram que somente entre os anos de 2019 e 2024, a entidade investigada recebeu pagamentos superiores a R$ 662 milhões de diversas prefeituras pernambucanas, sendo ao menos R$ 431 milhões custeados com recursos federais.
Policiais federais e servidores do quadro técnico da CGU estão dando cumprimento a 16 mandados de busca e apreensão nas cidades de Garanhuns, Caruaru, Terezinha e Bom Conselho, todos expedidos pela 23ª Vara da Justiça Federal de Pernambuco.
Os crimes investigados são de fraude à licitação, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Comunicação Social da Polícia Federal em Pernambuco
O governo de Pernambuco enfrenta críticas contundentes na Assembleia Legislativa sobre a incapacidade de executar os empréstimos autorizados para investimentos no estado. Deputados da oposição apontam que, apesar de mais de R$ 7,5 bilhões autorizados para investimentos, a maior parte dos recursos não foi aplicada, causando atrasos em obras e programas importantes.
Em debate recente, parlamentares denunciaram que a gestão atual sofre com problemas graves de capacidade gerencial e operacional, prejudicando o desenvolvimento do estado e a confiança de organismos financiadores. Um dos pontos destacados foi a demora no primeiro desembolso dos recursos, que chegou a levar 15 meses, além de aditivos contratuais que aumentam o custo do financiamento por perda de prazos e carência.
Outro problema apontado é a falta de projetos executivos para as obras, como no caso da rodovia BR 232, que ainda não tem projeto finalizado, impossibilitando o início dos trabalhos. Deputados reforçam que o estado acumula uma série de autorizações para empréstimos que não são efetivamente utilizados, evidenciando uma incapacidade administrativa preocupante.
“Tem mais autorização do que capacidade de gasto. Isso é inadmissível para um governo que deveria estar avançando”, afirmou o Deputado Waldemar Borges.
A crítica também se estende a programas sociais e serviços essenciais, como o programa Ganha Mundo, que já vinha funcionando, mas teve seu funcionamento comprometido pela atual gestão devido à falta de licitações concluídas e atrasos.
No campo fiscal, a oposição destaca que o governo recebeu as finanças públicas em situação superavitária, com mais de R$ 4 bilhões em saldo positivo, segundo o Tribunal de Contas do Estado, mas agora vê as contas caminharem para o pior cenário possível, com receitas comprometidas e elevação de impostos.
Aumentos no ICMS, que passou a ser um dos mais altos do país, são apontados como um duro golpe para os contribuintes e mostram a incoerência da atual gestão, que durante a campanha criticava medidas semelhantes adotadas pela administração anterior.
Deputados reforçam a importância do trabalho fiscalizador da Assembleia, que tem aprovado os projetos e empréstimos enviados pelo governo, mas cobra responsabilidade e agilidade na execução dos recursos para que o povo pernambucano seja beneficiado.
O governo estadual ainda não se manifestou oficialmente sobre as críticas.
Durante sessão na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Sileno Guedes (PSB) fez um alerta sobre o possível fechamento da UTI pediátrica do Hospital Correia Picanço, no Recife. Segundo ele, a medida está sendo articulada pela Secretaria Estadual de Saúde e representa mais um retrocesso na gestão da governadora Raquel Lyra.
Sileno relembrou que, no início da atual gestão, o Hospital de Retaguarda da Restauração foi desativado. Depois, com a inauguração do Hospital da Mulher em Caruaru, houve o fechamento do FUSAN. Agora, a nova ameaça recai sobre a UTI pediátrica do Correia Picanço — uma unidade especializada em casos graves de doenças infectocontagiosas, como meningite, coqueluche, sarampo e influenza.
A UTI foi inaugurada em 2010 após mais de cinco anos de planejamento e é referência no tratamento de crianças com doenças de alta transmissibilidade. Atualmente, conta com cinco leitos de isolamento com pressão negativa, estrutura essencial para conter surtos.
Sileno critica a ausência de diálogo com os profissionais da unidade e a sociedade em geral. “Não há plano de contingência, nem alternativa para os pacientes. Estamos falando de crianças que precisam de atendimento urgente e especializado”, pontuou.
Ainda segundo o parlamentar, o fechamento está sendo justificado apenas por taxas de ocupação. “Não é aceitável desmontar um serviço tão importante por conta de uma planilha. Isso compromete todo o planejamento feito ao longo de anos”, afirmou.
A Comissão de Saúde da Câmara Municipal do Recife já ingressou com uma ação civil pública no Ministério Público para barrar a medida. Sileno anunciou que a Comissão de Saúde da Alepe também tomará providências. A secretária estadual de Saúde deve comparecer à Assembleia nesta quarta-feira (19) para prestar esclarecimentos.
“Se essa decisão se confirmar, vamos nos somar à luta de médicos, profissionais da saúde e da sociedade em defesa da manutenção da UTI pediátrica do Correia Picanço”, finalizou.
Caruaru viveu uma segunda-feira (16) marcada pela violência e pelo medo. Em menos de 24 horas, dois homicídios brutais chocaram a população e escancararam a falência do sistema de segurança pública no município.
Pela manhã, um feminicídio foi registrado no distrito de Cachoeira Seca, zona rural de Caruaru. Jaqueline Maria de Souza foi assassinada dentro de casa, no Loteamento José Belmiro. O principal suspeito é o companheiro da vítima, Leonardo João da Silva, que fugiu após o crime. Parentes relataram um relacionamento conturbado e episódios de violência, mas infelizmente Jaqueline não chegou a formalizar denúncia. O caso revoltou a comunidade, que agora clama por justiça.
Já à noite, por volta das 22h, um segundo crime de morte ocorreu na Travessa Antônio Carlos, no bairro do Salgado. Um homem, ainda não identificado, foi executado a tiros enquanto estava sentado na calçada. Os autores do crime chegaram em uma moto e fugiram logo após os disparos. A cena chocou moradores e aumentou ainda mais a sensação de insegurança.