Cerca de 6,5 milhões de contribuintes que entregaram a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2025 nas primeiras semanas do prazo acertarão as contas com o Leão. Nesta segunda-feira (30), a Receita Federal libera o segundo dos cinco lotes de restituição deste ano, o maior da história em número de contribuintes e em valor. O lote também contempla restituições residuais de anos anteriores.
Ao todo, 6.545.322 contribuintes receberão R$ 11 bilhões. Todo o valor, informou o Fisco, irá para contribuintes com prioridade no reembolso.
As restituições estão distribuídas da seguinte forma:
4.764.634 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix;
1.044.585 contribuintes de 60 a 79 anos;
496.650 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
148.090 contribuintes acima de 80 anos;
91.363 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave.
Embora não tenham prioridade por lei, os contribuintes que usaram dois procedimentos em conjunto, pré-preenchida e Pix, passaram a ter prioridade no recebimento da restituição neste ano. Neste lote, não haverá pagamento a contribuintes sem prioridade.
Liberada no último dia 23 a consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.
O pagamento será feito na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.
Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).
Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC.Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.
O Programa Escola que Protege (ProEP) teve 100% de adesão das redes de ensino estaduais do Brasil. O programa é uma estratégia nacional que articula ações pedagógicas, formação continuada de profissionais da educação, apoio psicossocial, valorização da diversidade e fomento às práticas restaurativas e à cultura de paz. O ProEP busca promover um ambiente escolar seguro, respeitoso e inclusivo em todo o país, por meio de ações articuladas de prevenção, enfrentamento e resposta à violência nas escolas.
O prazo para adesão foi encerrado no último dia 25 de junho, após ter sido prorrogado pelo Ministério da Educação (MEC), para que as secretarias municipais de educação que ainda não haviam aderido ao ProEP pudessem garantir esse apoio técnico e financeiro no enfrentamento das violências nas escolas.
De acordo com o levantamento realizado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), que coordena o ProEP no MEC, o programa teve a adesão das 27 unidades da federação. Seis estados tiveram 100% de adesão dos seus municípios: Acre, Alagoas, Amapá, Ceará, Rio Grande do Norte e Sergipe.
Os dados por região e estado mostraram que o Nordeste teve a adesão de 96,99% dos municípios, seguido pelo Norte com 91,59%, o Sudeste com 77,59%, o Sul com 74,91% e o Centro-Oeste com 59,75%.
Em breve, a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC iniciará a governança de implementação do programa e a divulgação do documento orientador de implementação para estados e municípios e demais materiais de apoio.
Material de apoio
O MEC conta com materiais de apoio para orientar as redes de educação e as escolas sobre como enfrentar os casos de bullying e cyberbullying. Na página do Programa Escola que Protege, estão disponíveis as publicações “Bullying e convivência escolar: entendendo os fenômenos e os caminhos para uma cultura de paz”; “Protocolo de enfrentamento do bullying: como a escola pode agir?”; e o “Guia rápido sobre como agir em casos de bullying e cyberbullying na escola”.
Também estão publicadas cartilhas, boletins técnicos com dados sobre violência nas escolas, bullying e cyberbullying, notas técnicas, entre outros materiais orientadores.
Saiba mais sobre o ProEP
A adesão voluntária ao ProEP é condição fundamental para que as iniciativas previstas sejam implementadas de forma capilarizada e sensível às realidades locais, pois são estruturadas a partir da colaboração entre os entes federativos. O ProEP incentiva a elaboração de planos territoriais intersetoriais de prevenção e resposta e atua no apoio à reconstrução da comunidade escolar em casos de violência extrema.
A iniciativa integra o Sistema Nacional de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas (Snave), que apoia as redes de ensino e qualifica as respostas institucionais frente às diversas expressões de violência no ambiente escolar. O ProEP oferece apoio técnico e financeiro, formações, materiais pedagógicos e assessoramento em situações de violência extrema, visando fortalecer a segurança, a equidade e a cultura de paz nas escolas.
O MEC coordena nacionalmente o ProEP, garantindo assistência técnica e financeira, promovendo formações e apoiando ações intersetoriais em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). Aos entes que aderirem ao programa, caberá o compromisso de construir e executar planos de enfrentamento, nomear equipes responsáveis, mobilizar as redes escolares e participar da governança interfederativa.
Quem está fora do balancê recifense quer entrar e quem está dentro não sai. Até domingo (29), derradeiro dia de festa do ciclo junino promovido pela Prefeitura do Recife, tem muito mais arrasta-pé garantido na cidade da música e do São João mais autêntico do Nordeste. Ao todo, mais 158 atrações embalarão oito arraiais espalhados pela cidade nos últimos cinco dias de festa.
Além do Sítio Trindade e da Rio Branco, palcos cativos da festa desde o último dia 12 de junho, o último final de semana da programação junina recifense vai tirar para dançar também o Pátio de São Pedro e mais cinco bairros: Bongi, Ibura, Poço da Panela, Vila Tamandaré e Brasília Teimosa.
Entre os artistas que farão a poeira subir e o suor descer estão Maciel Melo e Jorge de Altinho, Forró na Caixa e Mestre Ambrósio, Josildo Sá e Fulô de Mandacaru, Adiel luna e Laís Senna, Siba e a Fuloresta, Maciel Salu, Lia de Itamaracá, Cascabulho, Jorge du Peixe cantando Luiz Gonzaga e Anastácia, entre muitas outras atrações para todas as idades.
Sítio Trindade
A festa em devoção ao padroeiro dos pescadores, último santo do altar junino, começa com o Festival de Quadrilhas do Recife, no Sítio Trindade. A programação, realizada pela Liga Independente das Quadrilhas Juninas do Recife, nas noites de hoje e amanhã (25 e 26), a partir das 19h, é um projeto viabilizado com recursos do Sistema de Incentivo Cultural (SIC) e contará com a participação de 16 grupos, entre os vencedores dos concursos municipais, como a Lumiar e a Matutinho Dançante.
A partir de sexta-feira (27), o Sítio volta a se encher de forró, com mais 40 atrações no palco principal e na sala de reboco. Neste último fim de semana, o arrasta-pezinho também está garantido, com 10 atrações para o público infantil no sábado e no domingo, das 15h às 21h, no pavilhão das quadrilhas.
O palco principal ainda haverá de garantir muita emoção as mais genuínas alegrias juninas, com apresentações de grandes nomes como Nádia Maia e Maciel Melo, Forró na Caixa e Mestre Ambrósio, Mini Rock, Ilana Ventura, Josildo Sá, A Bandinha e Turma da Irahzinha.
Rio Branco
Na Rio Branco, a festa recomeça amanhã (26) e segue animada, com mais 27 atrações convidando públicos de todas as idades a arrastar pé na via mais junina, colorida e enfeitada da capital. Coco do Mestre Biu, Quadrilha Junina Origem Nordestina, Assisão, Cavalo Marinho Boi Pintado, Lais Senna, Daniel Gonzaga e Tio Bruninho, entre muitos outros artistas, farão os derradeiros shows por lá.
Pátio de São Pedro
No pátio que leva o nome do padroeiro do último santo do altar junino, a programação também começa amanhã (26), com a realização da 14ª edição da Festa do Fogo, evento organizado pela Rede de Articulação Caminhada dos Terreiros de Pernambuco.
A celebração dedicada a Xangô, primeira divindade do candomblé cultuada em solo brasileiro, acontece das 18h às 22h, com cânticos e rezas, roda ao redor da fogueira para o rei SÀNGÓ, celebração e distribuição de comida votiva.
Na sexta-feira (27), a festa em honra e graça ao padroeiro dos pescadores segue caprichada, com shows de Ciranda Imperial, Caju e Castanha, Maciel Salu, Lia de Itamaracá e Banda Corujinha e seus Tangarás.
No dia 28, mais cinco atrações: Ciranda Mimosa, Tonfil, Cascabulho, Maciel Melo e Jorge du Peixe, que apresentará o repertório do disco Baião Granfino, só com releituras dos clássicos juninos do mestre Luiz Gonzaga.
No derradeiro dia 29, o Coco dos Pretos, Nailson Vieira, Fim de Feira e Anastácia convidarão o Recife a celebrar o aniversário de nove anos da Frei Caneca FM, rádio pública criada por lei para dar voz ao Recife, suas gentes, tradições e manifestações culturais.
Polos descentralizados
Entre sexta (27) e domingo (29), o balancê devotado a São Pedro alcança mais cinco bairros: Vila Tamandaré, Poço da Panela, Ibura e Bongi e Brasília Teimosa, que celebrarão dois dias de festa, com 5 a 6 shows e apresentações por noite.
Ao todo, 61 atrações irão espalhar forró, coco, cavalo marinho e o balancê das quadrilhas pelos arraiais descentralizados, convidando o Recife a celebrar na porta de casa desde a ancestralidade da música de Siba e a Fuloresta e das Netas de Selma até os clássicos para suar o cangote de Petrúcio Amorim, Regente Joaquim e dos homenageados Novinho da Paraíba e Banda de Pau e Corda, passando ainda pela música contemporânea e autoral que desponta de Pernambuco para o mundo de Martins e pelo mais autêntico e cremoso brega dos Neiffs e da Banda Kitara.
A taxa de desocupação no Brasil para o trimestre de março a maio de 2025 foi de 6,2%. O índice caiu 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre de dezembro de 2024 a fevereiro de 2025 (6,8%). Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a queda foi de 1,1 ponto percentual e chegou ao menor patamar para o mês em 13 anos. A massa de rendimento dos trabalhadores atingiu volume recorde no período, ao crescer 1,8% no trimestre e 5,8% em um ano.
O contingente de trabalhadores com carteira assinada no setor privado também atingiu patamar recorde (39,8 milhões), registrando estabilidade (0,8%) em relação ao trimestre anterior e crescendo 3,7% ante igual trimestre do ano passado. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a Pnad Contínua Mensal, divulgada nesta sexta-feira (27/6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).
Outro destaque foi a forte queda da quantidade de desalentados, de 10,6% comparada ao trimestre encerrado em abril, e de 13,1% ante o mesmo período de 2024. O desalento ocorre quando a pessoa deixa de procurar trabalho por falta de perspectiva de conseguir, ou quando não tem condições, por exemplo, por não ter recursos.
A taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada) ficou em 14,9%, caindo 0,8 ponto na comparação com o trimestre anterior (15,7%). Frente ao mesmo trimestre de 2024 também houve queda, de 1,9 ponto.
De março a maio de 2025, cerca de 6,8 milhões de pessoas estavam desocupadas no país. No confronto com o trimestre móvel anterior (dezembro de 2024 a fevereiro de 2025), no qual 7,5 milhões de pessoas não tinham ocupação, esse indicador recuou 8,6%, equivalente a menos 644 mil pessoas. Por outro lado, comparado a igual trimestre do ano anterior, quando existiam 7,8 milhões de pessoas desocupadas, houve recuo de 12,3%, uma redução de 955 mil pessoas desocupadas na força de trabalho.
“Os principais responsáveis para a redução expressiva da taxa de desocupação foram o aumento do contingente de ocupados, que cresceu 1,2 milhão de pessoas, naturalmente reduzindo a desocupação, além de taxas de subutilização mais baixas. Assim, semelhante às divulgações anteriores, o mercado de trabalho se mostra aquecido, levando à redução da mão-de-obra mais qualificada disponível e ao aumento de vagas formais”, explica William Kratochwill, analista da pesquisa.
A quantidade de pessoas ocupadas no trimestre encerrado em maio deste ano era de aproximadamente 103,9 milhões, avanço de 1,2% em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, quando havia no Brasil 101,3 milhões de pessoas ocupadas, ocorreu alta de 2,5% (mais 2,5 milhões de pessoas). O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar), por sua vez, atingiu 58,5%, expansão de 0,6 ponto ante o trimestre de dezembro de 2024 a fevereiro de 2025 (58,0%). Confrontado ao mesmo trimestre do ano anterior (57,6%), esse indicador teve variação positiva de 1 ponto percentual.
A taxa de informalidade (proporção de trabalhadores informais na população ocupada) foi de 37,8%, o que corresponde a 39,3 milhões de trabalhadores informais. Esse índice foi inferior ao verificado tanto no trimestre móvel anterior (38,1%), como no mesmo trimestre de 2024 (38,6%).
A queda na informalidade é consequência da estabilidade do contingente de trabalhadores sem carteira assinada (13,7 milhões), acompanhada da alta de 3,7% do número de trabalhadores por conta própria com CNPJ (mais 249 mil) na comparação trimestral e aumento de 8,4% no confronto anual. Vale ressaltar que o contingente de ocupados com carteira assinada no setor privado foi recorde: 39,8 milhões, resultado estável frente ao trimestre móvel anterior e crescimento de 3,7% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado.
O contingente de desalentados no trimestre encerrado em maio também merece destaque, sendo de 2,89 milhões, o menor desde 2016. “Essa queda pode ser explicada pela melhoria consistente das condições do mercado de trabalho. O aumento da ocupação gera mais oportunidades, percebidas pelas pessoas que estavam desmotivadas”, observa William.
Grupos econômicos
Dos dez grupamentos de atividade investigados pela Pnad Contínua, apenas Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais registrou crescimento na ocupação frente ao trimestre móvel anterior (dezembro de 2024 a fevereiro de 2025). Os demais não apresentaram variação significativa.
O analista da pesquisa lembra que “esse grupamento possui uma característica peculiar neste trimestre, pois é quando ocorre o início do ano letivo. Consequentemente, é preciso uma estrutura de suporte, com a contratação de professores, ajudantes, cuidadores, cozinheiros e recepcionistas”.
Em relação ao trimestre de março a maio de 2024, cinco grupamentos aumentaram seu contingente de trabalhadores: Indústria Geral (3,9%, ou mais 501 mil pessoas), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (3,4%, ou mais 655 mil pessoas), Transporte, armazenagem e correio (7,0%, ou mais 395 mil pessoas), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (3,7%, ou mais 475 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,4%, ou mais 625 mil pessoas). Em sentido oposto, houve redução no grupamento de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (3,9%, ou menos 307 mil pessoas).
Rendimento recorde
O rendimento médio mensal real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.457 no trimestre de março a maio de 2025, resultado estável, e registrou crescimento de 3,1% quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior. Já a massa de rendimento real habitual (a soma das remunerações de todos os trabalhadores) atingiu R$ 354,6 bilhões, novo recorde, subindo 1,8% no trimestre, um acréscimo de R$ 6,2 bilhões, e aumentando 5,8% (mais R$ 19,4 bilhões) no ano.
De acordo com William, o maior número de pessoas ocupadas amplia a base de rendimentos: “Como o rendimento médio real permaneceu estável, consequentemente ocorreu aumento da massa de rendimentos, ou seja, a maior massa de rendimentos resultou quase exclusivamente da expansão do volume de ocupados, e não de aumento do rendimento médio”.
Mais sobre a pesquisa
A Pnad Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho do Brasil. Sua amostra abrange 211 mil domicílios, espalhados por 3.500 municípios, que são visitados a cada trimestre. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham nessa pesquisa, integrados às mais de 500 agências do IBGE em todo o país.
Em função da pandemia de Covid-19, o IBGE implementou a coleta de informações da pesquisa por telefone a partir de 17 de março de 2020. Em julho de 2021, houve a volta da coleta de forma presencial. É possível confirmar a identidade do entrevistador no site Respondendo ao IBGE ou via Central de atendimento (0800 721 8181), conferindo a matrícula, RG ou CPF do entrevistador, dados que podem ser solicitados pelo informante.
Consulte os dados da Pnad no Sidra. A próxima divulgação da Pnad Contínua Mensal, referente ao trimestre encerrado em junho, será em 31 de julho.
Com a violência fora de controle e o medo dominando as ruas do Cabo de Santo Agostinho, o prefeito Lula Cabral tomou uma medida extrema: entregou pessoalmente à governadora Raquel Lyra um ofício pedindo a convocação da Força Nacional para conter a onda de crimes que assola o município. O gesto escancara o fracasso da atual gestão estadual em garantir o mínimo de segurança à população.
Entre janeiro e maio de 2025, 68 pessoas foram assassinadas no Cabo. Em maio, o número de homicídios aumentou 21,4% em comparação ao mesmo período de 2024. E só nos primeiros 24 dias de junho, mais 13 mortes violentas foram registradas. Diante desse cenário alarmante, o prefeito cobra urgência do Governo do Estado, que parece seguir apostando em discursos e números contestáveis.
Atualmente, o 18º Batalhão da Polícia Militar é responsável pelo policiamento tanto do Cabo quanto de Ipojuca, contando com apenas 320 policiais para atender duas cidades inteiras. “É uma média de um policial para cada mil habitantes. É muito pouco”, criticou Lula Cabral.
Em resposta, o Palácio do Governo tentou minimizar a gravidade da situação alegando uma suposta redução de 14% nos homicídios este ano em relação a 2024. No entanto, a realidade nas ruas mostra o contrário: moradores amedrontados, comerciantes fechando mais cedo e uma sensação de abandono por parte do poder público estadual.
A promessa do envio de parte dos 2.400 novos PMs aprovados em concurso ainda é só isso: uma promessa. Enquanto isso, a população segue refém da violência e da omissão do governo estadual, que até agora não apresentou um plano efetivo para enfrentar a crise na segurança pública.
TCE-PE suspende pagamentos de licitação milionária da Secretaria de Comunicação
O conselheiro Eduardo Porto, do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), concedeu medida cautelar determinando a suspensão de quaisquer pagamentos ligados à licitação nº 1360.2024.0001, da Secretaria de Comunicação de Pernambuco. O certame previa a contratação de quatro agências de publicidade institucional, com valor total de R$ 120 milhões.
A decisão foi tomada após denúncia de um advogado, que apontou a ausência das notas individualizadas dos julgadores da subcomissão técnica, como exige a Lei nº 12.232/2010. O conselheiro acatou o argumento, destacando que a lei é clara quanto à obrigatoriedade da análise individual de cada proposta apresentada.
Porto determinou a abertura de uma auditoria especial para avaliar se as falhas são passíveis de correção. O prazo para a conclusão da análise é de 60 dias. A medida não afeta outros contratos ou ações de comunicação do governo estadual.
A decisão será encaminhada para avaliação da Primeira Câmara do TCE-PE.
O corpo da advogada Maria Eduarda Medeiros, de 38 anos, foi encontrado na manhã desta terça-feira (24), na Praia de Calhetas, no Cabo de Santo Agostinho, após três dias de intensas buscas. Ela estava desaparecida desde o sábado (21), quando a embarcação onde estava virou no mar, próximo à Praia de Suape, no litoral sul de Pernambuco.
Segundo o Grupamento Tático Aéreo da Secretaria de Defesa Social (SDS), o corpo foi avistado durante um sobrevoo de rotina na área de buscas. Equipes do Corpo de Bombeiros, com apoio da Marinha do Brasil, da Prefeitura de Ipojuca e da Polícia Militar, fizeram o resgate por terra e mar.
A vítima estava vestindo um biquíni branco e foi reconhecida pelas características físicas e pelas roupas. O corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML), onde será submetido a exames periciais.
Relembre o caso
Maria Eduarda estava com o namorado e o cachorro em uma lancha que naufragou durante um passeio. Segundo o relato do companheiro, que sobreviveu após nadar por mais de três horas até a costa, a embarcação foi atingida por uma onda e virou, deixando os três à deriva.
O homem conseguiu alcançar a praia e pediu ajuda. As buscas foram iniciadas ainda na noite de sábado e mobilizaram mergulhadores, motos aquáticas, drones e helicópteros.
Luto e comoção
Amigos e familiares da vítima usaram as redes sociais para prestar homenagens e cobrar explicações sobre o acidente. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE) emitiu nota lamentando a morte e prestando solidariedade aos entes queridos.
Investigação
A Capitania dos Portos abriu inquérito para apurar as causas do naufrágio. As investigações devem esclarecer se houve falha humana, técnica ou negligência na condução da embarcação.
Uma análise divulgada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) revelou um dado preocupante: 97% dos municípios pernambucanos enfrentam sérios problemas na gestão da segurança pública. As informações fazem parte do Painel de Referência da Segurança Pública Municipal, lançado na última quinta-feira (19).
O estudo avaliou 169 cidades com base no Índice de Gestão Municipal de Segurança Pública (IGMSeg), considerando cinco áreas: orçamento, estrutura institucional, fiscalização, políticas públicas e capacitação. A grande maioria dos municípios ficou nos níveis mais baixos de avaliação: 80% foram classificados como “insuficientes” e 16,8% como “iniciais”. Apenas o Recife se destacou com um desempenho acima da média.
Segundo o relatório, 91% das cidades não possuem um fundo específico para segurança pública, e 92% sequer realizaram capacitação para servidores ou a população. Outro número alarmante: apenas 8% das prefeituras têm um Plano Municipal de Segurança, documento essencial para guiar ações locais.
De acordo com Guaracy Mingardi, especialista do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o cenário é reflexo da dependência que os municípios têm do Estado. “A segurança pública é, em sua maioria, responsabilidade estadual. Mas há ações que os municípios podem sim desenvolver, como investir em iluminação pública e monitoramento por câmeras”, destacou.
Ainda segundo o painel:
97% não fazem diagnóstico da segurança local;
53% não têm Guarda Municipal ativa;
76% não possuem departamento de trânsito;
67% não utilizam sistemas de videomonitoramento;
E 98% afirmam não receber verbas federais específicas para a área.
O objetivo do TCE-PE é que o estudo sirva como base para que as prefeituras aprimorem seus projetos e busquem recursos junto ao governo federal. Estão previstos encontros com gestores e especialistas para discutir os próximos passos.
Quem ainda não concluiu o ensino fundamental ou médio em idade regular terá uma nova chance este ano. A Secretaria de Educação de Pernambuco divulgou o edital do Exame Supletivo Anual 2025, que abre inscrições no próximo dia 1º de julho.
A oportunidade é voltada para:
Jovens a partir de 15 anos que não finalizaram o ensino fundamental;
E pessoas com 18 anos ou mais que ainda não concluíram o ensino médio.
O exame é uma ferramenta que permite a certificação de quem adquiriu conhecimento fora da escola, seja por meio da experiência de vida, trabalho ou estudos informais. Também contempla quem frequentou a escola, mas não conseguiu concluir os estudos.
A iniciativa é respaldada pelos artigos 37 e 38 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), reforçando o direito à educação em qualquer fase da vida.
Com a vitória contra o Chelsea, da Inglaterra, por 3 a 1, nesta sexta-feira, 20, o Flamengo chegou aos 6 pontos no grupo D da Copa do Mundo de Clubes, que conta ainda com o Espérance, da Tunísia, e o Los Angeles FC, dos Estados Unidos. As duas equipes se enfrentam na noite desta sexta, às 19h. Caso a partida termine empatada, o rubro-negro se classifica de forma antecipada para as oitavas de finais da competição.
No chaveamento do mata-mata, o 1º colocado do grupo D enfrenta o 2º do grupo C, que conta com Auckland City (Nova Zelândia), Bayern de Munique (Alemanha), Benfica (Portugal) e Boca Juniors (Argentina).
Próximo jogo do Flamengo: O Flamengo volta a campo na próxima terça-feira, 24, às 22h, para jogar contra o Los Angeles FC, no Camping World Stadium, em Orlando. A partida terá transmissão da Globo, do Sportv e da CazéTV.