
Pernambuco contabilizou 2.745 casos de pessoas desaparecidas ao longo de 2025, segundo o painel de indicadores do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O estado ocupa a nona posição no ranking nacional e apresenta média de quase oito desaparecimentos por dia. Do total registrado, 1.674 casos envolvem homens, o que representa 61% das ocorrências, e apenas 271 pessoas foram localizadas até o momento.
O recorte por faixa etária também chama atenção. Ao longo do ano passado, 695 crianças e adolescentes, entre 0 e 17 anos, desapareceram em Pernambuco, uma média de dois casos por dia. Os números reforçam a preocupação das autoridades com a vulnerabilidade de menores e a necessidade de mobilização rápida nas primeiras horas após o desaparecimento.
Um dos principais instrumentos de apoio às investigações é o Banco Nacional de Perfis Genéticos, que cruza material biológico coletado de pessoas não identificadas com o DNA de familiares. Em Pernambuco, a coleta pode ser realizada em unidades da Polícia Científica no Recife e em cidades como Caruaru, Petrolina, Garanhuns e Arcoverde. Desde a criação do banco, 726 pessoas foram identificadas no Brasil, sendo 146 apenas no estado, conforme dados da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco.
A Polícia Civil de Pernambuco orienta que o desaparecimento pode ser registrado imediatamente em qualquer delegacia, sem necessidade de aguardar prazo mínimo. No Recife, os casos são acompanhados pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, que mantém delegacia especializada. As investigações seguem ativas enquanto houver indícios ou novas informações que possam levar à localização da pessoa desaparecida.


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