
O risco de pancreatite relacionado às canetas emagrecedoras já consta na bula desses medicamentos desde o lançamento da primeira substância da categoria, há cerca de 20 anos. Mesmo assim, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou seis mortes no Brasil possivelmente ligadas ao problema. Segundo especialistas da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade, os números brasileiros são proporcionais aos observados em outros países.
O uso deve ser feito apenas com acompanhamento médico, já que esses remédios são indicados principalmente para pessoas com obesidade, sobrepeso ou diabetes. O alerta é que o maior perigo está no consumo indiscriminado ou na compra de produtos de origem duvidosa, sem controle sanitário, o que pode aumentar os riscos à saúde.
Especialistas reforçam que o tratamento da obesidade precisa ser integrado, com alimentação equilibrada, atividade física, sono adequado e controle do estresse. A expectativa é que, com a queda de patentes, versões mais baratas cheguem ao mercado, ampliando o acesso, mas sempre com segurança e orientação profissional.


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