
Em 2025, Pernambuco registrou um cenário contrastante nos crimes contra mulheres. De um lado, os feminicídios avançaram e atingiram o maior número dos últimos seis anos; de outro, os casos de violência doméstica e familiar tiveram queda expressiva. Já os estupros permaneceram praticamente no mesmo patamar em relação ao ano anterior.
Segundo a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE), 88 mulheres foram mortas em crimes de feminicídio no ano passado, um crescimento de 15,7% em comparação a 2024, quando houve 76 registros. O dado coloca 2025 como o ano mais violento nesse tipo de crime desde 2020, superando inclusive 2021, que teve 87 casos.
O estado contabilizou 2.656 vítimas de estupro em 2025, média de sete ocorrências por dia. O número é praticamente idêntico ao de 2024 (2.660 casos), mas ainda figura entre os dez maiores da série histórica iniciada em 2011. O recorde permanece em 2023, com 3.070 notificações.
Na Região Metropolitana do Recife, foram 692 vítimas, sendo 430 apenas na capital. Jaboatão dos Guararapes (212), Olinda (119), Paulista (87) e Cabo de Santo Agostinho (69) aparecem na sequência. No interior, Caruaru e Petrolina lideraram com 117 casos cada, seguidos por Santa Cruz do Capibaribe (42), Garanhuns (41) e Araripina (36). A SDS-PE ressalta que a subnotificação ainda é um obstáculo para dimensionar a real gravidade do problema.
Os registros de violência doméstica e familiar caíram 21,7% em 2025. Foram 42.506 ocorrências, contra 54.222 em 2024 — o maior número já registrado na série histórica. Apesar da redução, a média diária ainda foi de 116 casos.
Na Região Metropolitana, o Recife concentrou 11.758 notificações, seguido por Jaboatão (3.093), Olinda (2.198), Paulista (2.064) e Cabo (1.060). No interior, Petrolina liderou com 2.761 registros, à frente de Caruaru (2.030), Garanhuns (759), Arcoverde (681) e Serra Talhada (661).
Os dados incluem não apenas feminicídios e estupros, mas também crimes como ameaça, lesão corporal, injúria, calúnia, difamação, maus-tratos e perturbação do sossego.


Deixe um comentário