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Prefeito de Cupira quer fazer empréstimo de R$ 39 milhões e gera polêmica na cidade

Um projeto de lei enviado à Câmara de Vereadores de Cupira pelo prefeito Eduardo da Sílva tem causado debate entre parlamentares e a população. O motivo: a autorização para que o município contraia um empréstimo de até R$ 39 milhões junto ao Banco do Brasil.

Segundo o texto, os recursos seriam destinados a áreas como infraestrutura, saúde, educação, cultura, esporte e aquisição de equipamentos. Porém, o projeto não detalha como esse dinheiro será usado, o que gerou críticas por parte da oposição.

“O projeto é genérico demais. Não diz onde vai cada centavo, nem apresenta cronograma de execução ou estimativa de impacto nas contas do município. É, na prática, um cheque em branco”, afirma o vereador Neto Carneiro, que apresentou uma emenda ao projeto exigindo transparência.

A emenda aditiva propõe que, antes da contratação de cada operação de crédito, o Executivo envie à Câmara informações como metas físicas e financeiras, secretaria responsável, contrapartida do município, cronograma e comprovação da capacidade de pagamento. A proposta também determina que cada empréstimo só possa ser feito após uma nova autorização específica da Câmara.

A polêmica aumentou depois que o prefeito passou a usar como principal argumento a pavimentação de uma estrada que liga a cidade à zona rural, sugerindo que a oposição estaria “atrapalhando o desenvolvimento”.

A oposição, por outro lado, rebate: “Ninguém é contra a estrada. Mas prometer obra sem planejamento e empurrar uma dívida milionária no colo do povo é irresponsabilidade”, afirma o vereador.

O projeto ainda está em tramitação e deve ser votado nas próximas sessões da Câmara. O tema tem mobilizado moradores e lideranças locais, que cobram mais clareza, diálogo e responsabilidade na condução do orçamento público.

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